A redação para concursos muitas vezes funciona como uma “peneira”, que seleciona ou não os aprovados nos exames de ingresso no serviço público. Alguns concurseiros chegam a tirar notas altas nas provas objetivas, mas são reprovados por deixarem a desejar na prova discursiva. E por exigir o exercício da capacidade de expressão do candidato, a redação é temida por muitos concurseiros. Se você tem dúvidas a respeito de como redigir um texto para provas de concurso, confira as dicas do post de hoje!

Capacidade de interpretação

Antes de escrever a sua própria redação, você deve ler com cuidado a proposta de texto anunciada pela banca examinadora — é importante que você entenda o contexto da situação apresentada. Por exemplo, a proposta se refere a um tema atemporal ou datado historicamente? Busque destacar as principais ideias expostas na proposta de redação. Além disso, identifique quais são os requisitos da banca, por exemplo, quanto ao tipo de texto, como descrição, narração ou dissertação. Siga exatamente as orientações da banca no que diz respeito à maneira de redigir o texto, quanto ao uso da primeira (eu, nós) ou da terceira pessoa (ele, ela, eles, elas).

Objetividade na redação para concursos

Como grande parte das provas de concurso público exige textos dissertativos, em que o candidato deve exercer a capacidade de exposição e de defesa de ideias, é muito importante escrever redações objetivas. Evite fazer rodeios e vá direto ao ponto na hora de argumentar. Busque também não repetir ideias no decorrer dos parágrafos. Para assegurar que fará um texto com objetividade, procure fazer um rascunho da redação antes de redigir a versão final no cartão de resposta.

Coerência e coesão textuais

Os examinadores de redação para concursos costumam cobrar coerência e coesão nos textos. Nesse sentido, desenvolver uma linha de raciocínio, com começo, meio e fim, contribui para que o texto fique coerente. Além disso, é importante que não haja contradições na defesa de um ponto de vista nas redações dissertativas. Quanto à coesão textual, você deve cuidar para que as frases e os parágrafos fiquem interligados e não como blocos soltos. Para tanto, você pode utilizar os chamados conectivos, que servem para expressar diferentes situações num texto. Por exemplo, a locução adverbial “além de” serve para adicionar elementos, já a conjunção “portanto” introduz uma conclusão ou consequência de uma ideia anterior.

Riqueza de vocabulário

Outro critério muitas vezes avaliado pelos examinadores de redação para concursos é a riqueza do vocabulário do candidato. Usar sinônimos em vez de repetir palavras torna o texto mais rico. Porém, não confunda riqueza de vocabulário com texto prolixo, que possui termos pouco usuais ou frases cansativas. Geralmente, quem cultiva o hábito da leitura tem um repertório de palavras maior do que quem pouco lê. Além disso, ler publicações de qualidade ajuda o concurseiro a memorizar a grafia correta das palavras. A propósito, a partir de 2016, as regras da nova ortografia, aprovadas em 2009, tornaram-se obrigatórias.

Você treina a redação para concursos? Como faz esse exercício de escrita? Compartilhe sua experiência nos comentários aqui do blog!